José Kós – Brasil

Casa em Petrópolis – Rio de Janeiro

- seguridad de la casa, principalmente cuando está desocupada
- mucha ventilación y asoleamiento
- protección contra la humedad del terreno
- privacidad en relación a los vecinos
- contigüidad con las áreas llanas externas
Son algunos de los requisitos iniciales de esta casa de veraneo implantada en un terreno en declive y con pocos árboles en comparación con el entorno. Un volumen cúbico blanco de 10 metros de lado, alineado al límite superior del lote, fue la respuesta.

À precisão e solidez do cubo branco contrapõe-se uma grande flexibilidade dos ambientes da moradia que possibilita constantes interações entre estes ambientes e destes com o exterior.

(Publicado originalmente en arkinetia en Mayo de 2006)


Petrópolis, en el estado de Rio de Janeiro, era el lugar de veraneo de la familia imperial. A sólo 60 kilómetros al norte de la segunda capital de Brasil, Petrópolis se eleva 830 metros sobre la Bahia de Guanabara, a la vera del camino que en 1720 se convirtió en la nueva ruta entre Rio y Minas Gerais. La fuerte impronta histórica, que otorga a Petrópolis el mote de Ciudad Imperial, contrasta con un terreno agreste, virgen en su mayor parte, que admite desde la típica casa colorida y rústica hasta las más nítidas expresiones del racionalismo, un legado de Le Corbusier que Brasil manifiesta en sus monumentos y en su arquitectura doméstica constantemente. La fuerte influencia de Le Corbusier (y su discípulo Oscar Niemeyer) es más evidente y relevante en la ladera de un morro, en el claro de un bosque, que en la gran ciudad. Brasil es una tierra de contrastes y eso al racionalismo le va muy bien. En Brasil, el racionalismo no sólo sobrevive, es un signo de identidad. (arkinetia)




El cubo blanco

José Kós – Brasil. Casa em Petrópolis – Rio de Janeiro

José Kós | Foto: Nelson Kon

Los dos niveles de la casa se corresponden en dos frentes opuestos con dos escalones que alteran la pendiente natural: un área plana para el estacionamiento y acceso a la casa; dos metros más abajo, en otra platea, la base, el volumen cúbico de la vivienda. Abrazando al cubo en dos de sus frentes, un muro en forma de L a modo de segunda piel.
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José Kós | Foto: Nelson Kon

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Nelson Kon

El muro, pintado de verde claro, determina el límite del corte del terreno y conecta la casa con el sitio.
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José Kós | Foto: Nelson Kon

Este muro orienta el acceso a la casa, protege al cubo de la humedad del terreno excavado, de las lluvias del sureste y de de la vista de los vecinos. El muro también define, con la piscina, un cuadrado en cuyo centro, algo girado, se asienta el cubo blanco.
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José Kós | Foto: Nelson Kon

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José Kós | Foto: Nelson Kon

Los espacios internos están orientados hacia la mejor vista, al este. Aunque el volumen del cubo delimita con claridad el espacio de la vivienda, existe una fuerte relación interior/exterior.
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A la precisión y solidez del cubo blanco se contrapone una gran flexibilidad de los ambientes de la vivienda que posibilita constantes interacciones entre ellos y de éstos con el exterior.
 
José Kós – Brasil. Casa em Petrópolis – Rio de Janeiro

José Kós | Foto: Nelson Kon

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José Kós | Foto: Nelson Kon

Cuando los moradores no están en la casa, la solidez del cubo es reestablecida con el cierre de las cortinas metálicas que garantizan la seguridad de la casa. Cuando la cortinas se abren, grandes vanos vidriados posibilitan abundante claridad y vistas panorámicas.
 
 
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José Kós | Foto: Nelson Kon

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José Kós | Foto: Nelson Kon

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José Kós | Foto: Nelson Kon

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José Kós | Foto: Nelson Kon

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José Kós | Foto: Nelson Kon

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José Kós | Foto: Nelson Kon

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José Kós | Foto: Nelson Kon

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Nelson Kon

Rino Levi - Casa Olivo Gomes, São José dos Campos/SP, 1949.
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Nelson Kon

Vilanova Artigas - Casa Baeta, São Paulo/SP, 1956.
José Kós – Brasil. Casa em Petrópolis – Rio de Janeiro

Nelson Kon

Marcos Acayaba - Casa Marlene Acayaba, São Paulo/SP, 1975.
José Kós – Brasil. Casa em Petrópolis – Rio de Janeiro

Nelson Kon

Marcos Acayaba - Casa Helio Olga, São Paulo/SP, 1990.
José Kós – Brasil. Casa em Petrópolis – Rio de Janeiro

Nelson Kon

Angelo Bucci - Casa Mariante, Aldeia da Serra/SP, 2002.
José Kós – Brasil. Casa em Petrópolis – Rio de Janeiro

 

Márcia Duarte y José Kós







Nelson Kon se empeña en la infinita tarea de mostrar la arquitectura brasileña histórica y contemporánea. He aquí algunos ejemplos de la permanencia del racionalismo en la arquitectura doméstica de Brasil.
José Kós – Brasil. Casa em Petrópolis – Rio de Janeiro

 

 
José Kós – Brasil. Casa em Petrópolis – Rio de Janeiro

José Kós | Foto: Nelson Kon

Los espacios “semiexternos”, cubiertos con pérgolas de hormigón, son esenciales para estas interacciones. Las ventanas de la casa se abren hacia estos espacios, orientados al este, que funcionan como galerías que pueden cerrarse con tres grandes cortinas metálicas de enrollar.
José Kós – Brasil. Casa em Petrópolis – Rio de Janeiro

José Kós | Foto: Nelson Kon

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José Kós | Foto: Nelson Kon

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El proyecto Casa em Petrópolis ganó en 2004 el Prêmio Anual do Instituto de Arquitetos do Brasil / RJ, na categoria Obras Construídas.

Casa em Petrópolis / Petropolis House
José Kós
Data da conclusão da obra: 12/2003
Superficie del terreno: 4.200m2
Superficie construida: 220m2

PROJETO: José Kós e Márcia Duarte
CONSTRUÇÃO: João Ricardo de Albuquerque

Fotos: Nelson Kon

Texto original en portugués::

Esta é uma casa de veraneio implantada em terreno em declive que possuía poucas árvores. Um volume cúbico branco com 10m de lado, alinhado ao limite superior do lote, foi o ponto de partida para responder a alguns dos requisitos do projeto:
- segurança da casa, principalmente quando desocupada;
- ventilação e insolação fartas e proteção contra a umidade do terreno;
- privacidade em relação aos vizinhos;
- contigüidade a áreas planas externas para brincadeiras.

Uma área plana foi criada para o estacionamento e acesso à casa. Dois metros abaixo, em outro platô, foi posicionado o volume cúbico que abrigaria os espaços da moradia. Um muro verde, partindo do canto mais alto do lote e passando por uma grande pedra, determinou o limite do corte no terreno, ao mesmo tempo em que conectou a casa ao seu sítio. Este muro direciona o acesso à casa e protege o cubo da umidade do terreno, da visão dos vizinhos e das chuvas do sudoeste. O muro define ainda, com a piscina, um quadrado em cujo centro foi posicionado o cubo.

Os espaços internos foram concebidos direcionados para a melhor vista, ao leste. Se o volume do cubo marca com clareza o espaço da moradia, a oposição exterior/interior, não pode ser aplicada como categorização para estes espaços criados. À precisão e solidez do cubo branco contrapõe-se uma grande flexibilidade dos ambientes da moradia que possibilita constantes interações entre estes ambientes e destes com o exterior.

Os espaços "semi-externos", cobertos com pérgulas de concreto, são essenciais para a obtenção destas interações. As janelas da casa abrem-se para estes espaços que, quando direcionados para o leste, funcionam como varandas fechadas por três grandes portas metálicas de enrolar. Além destas, o único vão que volta-se para fora é a porta de entrada. Quando os moradores não estão na casa, a solidez do cubo é restabelecida com o fechamento das portas metálicas que garantem a segurança da casa. Quando estas são enroladas, grandes vãos envidraçados possibilitam claridade abundante e ampla visibilidade do exterior.



José Ripper Kós

Vice-Coordenador do PROURB - Programa de Pós-Graduação em Urbanismo / FAU-UFRJ (1993 a 1997) e Coordenador de Intercâmbio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ.

Professor do Departamento de Análise e Representação da Forma e do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da FAU/UFRJ. Suas áreas de atuação incluem Desenho Urbano, Projeto de Arquitetura, Análise e Representação de Projetos Urbanos e Arquitetônicos e Tecnologia da Informação. Esta última tem sido o principal objeto de suas pesquisas desde 1993. É o Vice-Coordenador do PROURB e coordena o Laboratório de Análises Urbanas e Representação Digital (LAURD) e os projetos de pesquisa "A gráfica digital como instrumento para a análise urbana" e "Rio-H: representação da história da cidade através de banco de dados e modelos 3D digitais". Participou do desenvolvimento de diversos CD-ROMs e websites enfocando análises arquitetônicas e urbanísticas. Estes trabalhos foram premiados em diversas oportunidades, tendo sido publicados e apresentados em vários países. Alguns destes trabalhos estão disponíveis através da Internet: Um Palácio na Cidade; Programa Favela-Bairro; Evolução dos Sistemas Simbólicos das Cidades Latino-Americanas e Urban Heroes.

Foi presidente da Sociedade Ibero-Americana de Gráfica Digital (SIGraDi), de 2000 a 2003 e atualmente é um dos membros do Comitê Executivo da associação. Nos últimos anos participou como integrante de comitês científicos de diversos congressos internacionais como Association for Computer-Aided Design in Architecture (ACADIA), Design & Decision Support Systems(DDSS), Education in Computer Aided Architectural Design in Europe (eCAADe), CAADFutures, Computer Aided Architectural Design Research in Asia (CAADRIA), Sociedade Ibero-Americana de Gráfica Digital (SIGraDi) e UNESCO (World Heritage in the Digital Age). Em 2000 foi Presidente do Comitê Organizador do IV Congresso Ibero-Americano de Gráfica Digital organizado pelo PROURB e atualmente é membro do Editorial Board do International Journal of Architectural Computing, Arquitecturas del Sur e Arquiteturarevista.

É autor ou co-autor de projetos de desenho urbano e arquitetura. Alguns destes projetos foram premiados ou integraram publicações nacionais e internacionais. Em 2004 recebeu o Prêmio Anual do Instituto de Arquitetos do Brasil / RJ, na categoria Obras Construídas, com o projeto "Casa em Petrópolis".